Indústria 4.0 é realidade às PMEs

Segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) sobre a adoção de tecnologias digitais relacionadas à indústria, o termo indústria 4.0 ainda gera grande desconhecimento. Na amostra, 42% das companhias desconhecem a importância das tecnologias digitais para a competividade da indústria e mais da metade não utilizam nenhuma tecnologia. Nessa relação, IoT (Internet das Coisas) e big data, por exemplo, estão em uso por 13 empresas, do total de 2.225 que participaram da pesquisa. Ainda pela CNI, o desconhecimento de tecnologias digitais em manufatura é maior entre as empresas de médio e pequeno portes, cerca de 60%. Entre as grandes, o percentual de empresas que não identificaram alguma das dez tecnologias digitais apresentadas como importante para a competitividade cai para 32%. O avanço tecnológico na indústria não é percebido pelas empresas e esse é o maior desafio.

Apesar de alguns setores beneficiarem-se dessa inovação, como logístico, o Brasil ainda carrega histórico de não investir o suficiente em inovação, por estarmos saindo de recessão, e por não pensarmos a longo prazo. Mas esse cenário pode mudar nos próximos anos. Segundo a consultoria IDC, o investimento na IIoT (Internet Industrial das Coisas) chegará a US$ 500 bilhões até 2020. As empresas que introduzem automação e técnicas de produção mais flexíveis para a fabricação podem aumentar a produtividade em até 30%. Outro benefício identificado pela consultoria é a exploração preditiva dos ativos, que podem ajudar as empresas a economizar aproximadamente 12% em reparos programados, reduzir os custos gerais de manutenção em até 30% e eliminar avarias em 70%.

E no Brasil? A estimativa é que até 2020, o mercado de IoT no País movimente R$ 200 bilhões, representando 10% do PIB (Produto Interno Bruto). E para 2018, de acordo com a IDC, os projetos de IoT vão movimentar US$8 bilhões no País, com crescimento de 14% na comparação com ano anterior. Boa parte desse investimento será impulsionada pelo Plano Nacional de Internet das Coisas, lançado pelo governo federal no fim do ano passado, e que tem previsão de movimentação de US$ 13 bilhões até 2020. Todo esse potencial de investimento, associado à evolução da inovação disruptiva, vai tornar o acesso a estas tecnologias mais fácil, seja por maior disponibilidade de soluções, seja pela redução de custo. Esse conjunto de fatores vai desmistificar que inovação no Brasil é exclusiva para grandes empresas.

Controle de estoque, ganho em produtividade, automatização de processos, produção digitalizada, predição e ganhos efetivos em inventário são algumas das vantagens ao adotar tecnologias da indústria 4.0.

Carlos Santana é diretor comercial da empresa Seal Sistemas

Fonte: Diário do Grande ABC

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